domingo, 10 de abril de 2016

Ignorado


Como sempre, já estava acostumado.
A ficar ali divagando sobre nada
As vezes também deixado de lado
Enquanto pensava na vida calada
.
Acostumou -se a dedicar solitariamente
por alguma causa, algo que o agradava
Cheio dos amigos, acreditou cegamente
Que algum dia sua realização chegava
.
Assim foi e se acostumou
não ao que considerava resto
mas ao que sempre amou
aceitava sofrimento sem manifesto
.
E esperava ali de novo atento
como palavras nunca faladas
Sabia que não era um conto de fadas
Em sua mente perdida com o vento
.
Como sempre, já estava acostumado
A ficar ali naquele canto de todo dia
As vezes ficava ali, sozinho e ignorado
Pensando se todo aquele trabalho algo valia

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Embaraço noturno

Um pensamento novo, algo que há muito não se havia. Há tempos e tempos sofrendo uma terrível agonia que me afogava e assim eu esquecia que pode-se esperar um pouco mais. Talvez um pouco mais de si mesmo, mas não de outros. De outros jamais. Outros a quem não se confia e já não se sabe mais no que acreditar ou em quem se afeiçoar, só resta agora esperar.