quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Existência por si só



A existência de algo não necessariamente precisa ser compreendido, visto que está ali, em algum lugar, ou seja, ocupa um lugar no espaço. Assim como não há necessidade de explicações em demasia. Tudo o que é explicado demais, ou afirmado demais tem algo de duvidoso por trás. A confiança é algo que se constrói sem estas explicações, ou desculpas monstruosas. A confiança existe por si só, e não necessita ser afirmada a todo o tempo, assim como uma amizade sincera não precisa ser declarada todo o tempo. A existência da solidão existe independente de estar acompanhado, ou não. Por mais íntimo que se possa ser de alguém, nunca existe a compreensão completa de ideias ou sentimentos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Egoísta



"Quem sou eu" - era uma pergunta no velho orkut, num campo no qual as pessoas se descreviam, depois virou um lugar de postar frases de efeito, ou só frases de auto-afirmação mesmo. Esta pergunta sempre me causava uma sensação ruim, ter que me descrever ali, em poucas palavras para que outras pessoas pudessem ler e assim talvez querer ter amizade comigo. Parece que as personalidade de cada um, as qualidades e defeitos podem ser reduzidas a poucas palavras, sem necessariamente poder explicitar tudo o que se é. A auto-descrição é perigosa, pode ser altamente vaidosa, e assim emitir uma perfeição inexistente, ou pode passar uma imagem ruim pelo fato de alguém que não gosta tanto de si mesmo ter de responder a uma pergunta assim. Não cabemos em alguns caracteres, cada um é como se fosse um livro que não está terminado.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A menina do vestido branco/preto


No começo tudo era perfeito, a harmonia familiar, convívio com todos à sua volta. Aquela vida talvez perfeita que alguns não sonham. Tudo estava sempre bem com ela e seu amado vestido branco, sem manchas. E assim foi, tudo parecendo como devia realmente ser. Até que começou a descobrir novas amizades, e também novas sensações. Pouco a pouco aquele vestido que costumava não ter mancha alguma começou a ficar sujo, sempre que era lavado estas manchas estranhas não saíam. E a menina, agora moça, sempre se vestia com um vestido branco. A sua pureza, assim como a do vestido foram pouco a pouco sumindo...
Atualmente ela se veste com o que um dia fora sua vestimenta pura e sem mácula, tornou-se escuro como sua alma corrompida, vestido preto, que mostra por fora o que ela se tornara por dentro.