Certa vez ela foi correndo aos braços da mãe, toda feliz mostrar o desenho que acabara de fazer, como toda criança faz, e receber um elogio de alguém importante para ela. Seu pai já não morava mais junto delas, então a menina do vestido branco esperava todos os dias a mãe voltar do trabalho para poder ter atenção de quem ama-se muito. Eis que a mãe falece, e a menina necessita do pai. Este já não se importa mais por estar em outro relacionamento, como se não tivesse mais responsabilidade por quem gerou. Pobre inocência ameaçada a ser destruída pela irresponsabilidade causada por egoísmo. O seu vestido branco começa a ficar sujo por falta de cuidados e pela futura carência que a atitude do pai gerará. Pobre menina que agora usa um vestido preto de luto pela morte física da mãe e pela morte da paternidade de seu pai.
domingo, 20 de julho de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Existência por si só
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Egoísta
"Quem sou eu" - era uma pergunta no velho orkut, num campo no qual as pessoas se descreviam, depois virou um lugar de postar frases de efeito, ou só frases de auto-afirmação mesmo. Esta pergunta sempre me causava uma sensação ruim, ter que me descrever ali, em poucas palavras para que outras pessoas pudessem ler e assim talvez querer ter amizade comigo. Parece que as personalidade de cada um, as qualidades e defeitos podem ser reduzidas a poucas palavras, sem necessariamente poder explicitar tudo o que se é. A auto-descrição é perigosa, pode ser altamente vaidosa, e assim emitir uma perfeição inexistente, ou pode passar uma imagem ruim pelo fato de alguém que não gosta tanto de si mesmo ter de responder a uma pergunta assim. Não cabemos em alguns caracteres, cada um é como se fosse um livro que não está terminado.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
A menina do vestido branco/preto
No começo tudo era perfeito, a harmonia familiar, convívio com todos à sua volta. Aquela vida talvez perfeita que alguns não sonham. Tudo estava sempre bem com ela e seu amado vestido branco, sem manchas. E assim foi, tudo parecendo como devia realmente ser. Até que começou a descobrir novas amizades, e também novas sensações. Pouco a pouco aquele vestido que costumava não ter mancha alguma começou a ficar sujo, sempre que era lavado estas manchas estranhas não saíam. E a menina, agora moça, sempre se vestia com um vestido branco. A sua pureza, assim como a do vestido foram pouco a pouco sumindo...
Atualmente ela se veste com o que um dia fora sua vestimenta pura e sem mácula, tornou-se escuro como sua alma corrompida, vestido preto, que mostra por fora o que ela se tornara por dentro.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Alone
Some pieces of me fall from my thoughts, and these pieces keep falling everywhere I go. I should tell you that there are special pieces, and these ones shall never be touched. I call them "Deadly Pieces of me", it is some kind of fury without any sense, or a deep depression that would make anyone take away the own life. These pieces of me I try to hide even from myself, but at the same time, these pieces are part of me. I don't know what may cause it, maybe a great loneliness I've made to protect myself from the unknown and from deceptions I already had in my life. Sometimes everything seems to be so confusing, and for who lives alona almost all the time is very difficult to keep facing life alone.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Às vezes fico olhando para as estrelas sozinho...
Muitas vezes não se deixa aparecer por medo de perder a essência. Ou só porque é bom ficar só, é possível pensar melhor sem barulho. Isso é bom, até o ponto no qual a falta do barulho passa ser um grande incômodo. As ilhas existem, e são como as pessoas, elas estão ligadas ao continente de algum modo, porém, nem todas as ilhas conseguem se manter ligadas ao continente constantemente, necessitam de isolamento. Mas nem tanto isolamento assim. As ilhas que ficam próximas deviam dar sinal de que estão por ali antes que alguma ilha solitária pense que não tem relevância e afunde no oceano para jamais ser encontrada.
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